Transplante capilar é a solução para quem?

Estilo Saúde E Beleza 28 Novembro / 2020 Sabado por Gramadosite

As pessoas que sofrem com quedas de cabelo em excesso e já entenderam que está em um estágio severo de calvície onde fios que se foram já não voltam mais veem o transplante como uma solução que, a médio e longo prazo, torna a aparência mais natural e aumenta a expectativa de manter a cobertura da cabeça com fios crescendo naturalmente.

O transplante capilar é apresentado como uma solução quando a alopecia androgenética (cuja a origem é genética, para fácil entendimento), normalmente evidenciada no topo da cabeça, é considerada permanente. Vale mencionar que embora a condição pareça irreversível, os casos onde o transplante é recomendado têm sucesso por realocar folículos com receptores hormonais saudáveis de uma região não afetada pela calvície [quando há sensibilidade dos receptores a calvície acontece].

O procedimento é procurado por homens e mulheres e, independente da técnica escolhida, não se difere na forma como é realizado em ambos gêneros, mas o transplante capilar em mulheres guarda particularidades e cuidados, isso porque a calvície feminina normalmente apresenta uma rarefação difusa em todo o topo da cabeça, podendo progredir para todo o couro cabeludo impedindo a realização do transplante. Então a avaliação precisa ser minuciosa.

Mas se as causas são hormonais, tem chance de o cabelo voltar a cair? Essa dúvida é respondida pelo médico e Tricologista Dr Ademir Leite Junior.

“O paciente com alopecia androgenética que queira manter ou melhorar seus cabelos deverá seguir o tratamento por tempo indefinido, independente da realização do transplante. O motivo para isso é que a alopecia androgenética ainda não tem cura”.
O profissional enfatiza: “Embora seja uma solução o transplante não configura o mesmo que tratamento clínico, pois não é capaz de reduzir a alopecia ou estabilizar o crescimento desses cabelos transplantados e dos existentes. Isso se consegue com tratamento clínico atendendo de forma personalizada a necessidade do cliente. Aliás, na abordagem tricológica existe um caminho onde são considerados xampus, tônicos capilares, medicamentos orais, suplementos nutricionais e procedimentos como microagulhamento e laser, para citar alguns, antes do transplante e após sua realização.”

O microagulhamento induz a atração de plaquetas para o local, no sentido de conter qualquer dano provocado na pele pelas microagulhas. Por outro lado, esses microcanais realizados na pele durante o microagulhamento servem como vias de permeação de ativos cosméticos ou farmacêuticos que podem promover um estímulo a mais na regeneração dos folículos e recuperação capilar. Segundo o especialista, o procedimento com a indicação e o protocolo realizados corretamente melhora a pele do couro cabeludo e a fisiologia dos folículos pilosos que passam a produzir cabelos mais saudáveis.

Quanto a importância de prosseguir com um tratamento contra a alopecia androgenética, Dr Ademir explica que é fundamental incentivar o crescimento dos fios para que o paciente conquiste uma aparência natural dos fios provenientes do transplante mesclados aos fios existentes e para que enfrente as instabilidades que envolvem crescimento e perda de fios da melhor forma possível. “Mesmo um excelente tratamento que possa recuperar os cabelos, ele evolui com altos e baixos. Não é linear e tem períodos de mais ou menos queda de cabelos. Com momentos em que o paciente cansa de usar os medicamentos e se permite pausas. Nem sempre há linearidade. Nem sempre será do jeito que o paciente gostaria, por isso, é fundamental o acompanhamento profissional para encontrar meios de retomar e manter a rotina de tratamento”.

Além das possibilidades de tratamentos clínicos o tricologista ressalta que a projeção de sucesso do tratamento aumenta quando o comprometimento do paciente vai além de cumprir a o que é receitado pelo tricologista. “Pausas no uso de anticoncepcionais, infecções, estresses, alterações de sono, mudanças de padrão alimentar, cirurgias, uso de determinados medicamentos, mudanças de padrão de higiene com o couro cabeludo, uso inadequado de cosméticos, químicas capilares, podem fazer um tratamento oscilar”. Fatores desse tipo devem ser levados em consideração e essa orientação é valorizada por Dr Ademir em consultório e junto a seus alunos durante os cursos que ministra na escola especializada que ele fundou, o CAECI - Centro de Aperfeiçoamento Educacional e Científico, onde disponibiliza inclusive o curso completo para formação de novos profissionais tricologistas.

Dr. Ademir C. Leite Jr. (CRM 92.693) é médico e tricologista e diretor da Academia Brasileira de Tricologia. É certificado como Tricologista pela Internacional Association of Trichologists (IAT). Membro e diretor da IAT. Membro da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia, e da Sociedade Brasileira de Medicina Estética e da Associação Paulista de Medicina Psicossomática. Professor do curso de Pós-Graduação da Universidade Anhembi Morumbi e Faculdades Oswaldo Cruz – SP/SP. Autor dos Livros: “Como Vencer a Queda Capilar”, publicado em 2012 pela CAECI Editorial, “Socorro, Estou ficando careca”, publicado pela Editora MG em 2005, “Tem alguma coisa errada comigo – Como entender, diagnosticar e tratar a Síndrome dos ovários Policísticos”, publicado pela Editora MG em 2004 e “É outono para meus cabelos – Histórias de mulheres que enfrentam a queda capilar” – Editado pela Editora Summus.

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