A amizade e suas manifestações psicológicas

Estilo Comportamento 05 Dezembro / 2020 Sabado por Gramadosite

Assim falava a canção que se tornou um hino à amizade e é pano de fundo para lindas histórias de carinho entre amigos ao longo da vida.
Somos seres desejantes e sociáveis - e, por esta razão, vivemos nossas vidas conectados com todo mundo. Se queremos entender como o cérebro humano funciona, temos que compreender como os cérebros funcionam juntos — como uma mente molda a outra. Desta forma, somos levados a refletir sobre os benefícios que uma amizade pode trazer para nossa saúde mental.
Sorrir, dividir sentimentos e pensamentos podem trazer alívio e satisfação, principalmente porque diminuem a solidão e auxiliam na indução de uma longevidade mais acentuada.
Ter um amigo para compartilhar desde suas maiores alegrias até momentos de decepções e tristezas sem dúvida alguma é um grande privilégio para qualquer ser humano. Não somos ilhas e nem devemos buscar uma vida de solidão. Não é saudável enfrentar o mundo sozinho. Inclusive, algumas pesquisas apontam que as pessoas que são muito solitárias tendem a desenvolver mais doenças e serem mais indefesas.

A amizade auxilia os aprendizados e induz o amadurecimento, pois partilhamos experiências e garantimos crescimento e melhorias através das relações interpessoais. E o ganho embutido nesta troca de relações ajuda no desenvolvimento de sentimentos bons, no próprio bem-estar, na empatia, além de cultivar a paciência e a compreensão.
Outro benefício enriquecedor de uma relação de amizade saudável é a aceitação das diferenças e semelhanças que nos tornam seres únicos e distintos. Fomentando nossa harmonia e sabedoria em relação ao mundo.

Vista como uma das principais fontes de felicidade e bem-estar, a amizade traz um apoio emocional importante ao indivíduo, uma vez que o compartilhamento de interesses, emoções, ideias, experiências e sentimentos faz parte do universo desta relação que, através do prazer, pode ser grande responsável na ajuda ao nosso cérebro quando o assunto são os mistérios do envelhecimento.

Quem nunca olhou para uma foto de dois velhinhos juntos e se imaginou amparando e sendo amparado por um grande amigo (a) na velhice? Laços fortes, mantidos com amigos de infância, já foram apontados em diversas pesquisas como gatilhos para eliminação de crises de ansiedade, além de aumentar a autoestima e controlar processos depressivos de muitas pessoas. Não tenham dúvidas de que o jeito de se ver o mundo e seus reflexos são influenciados pelas boas e velhas amizades. É o que chamamos de conexões que aprofundam nosso senso de identidade e promovem a construção de nossa personalidade.
Os melhores índices de bem-estar físico e emocional são explicados, em muitos casos, pela interação das pessoas entre si, fato que justifica e demonstra o quanto devemos ser amigos e ter amigos, engrossando o vínculo social que nos torna integrados, entendendo que a vida seja digna de ser vivida.

Ao valorizar os laços afetivos estamos, em nosso inconsciente, fortalecendo o sentimento de si mesmo através do amadurecimento, pois, para lidar com o outro, preciso também saber lidar comigo. Para compreender o outro, preciso compreender meu “eu” e saber onde me encaixo. Desta maneira, posso despertar para questões coletivas ou individuais que ensinam a conviver com o prazer e conduzem a um aprendizado pessoal muito oportuno para o ser humano.
Portanto, em meio a demonstrações de afeto modificadas pelo Novo Normal, onde os abraços e beijos foram substituídos por mensagens virtuais, cumprimentos de cotovelos, entre outros, não devemos deixar morrer a plantinha que floresce nossas amizades e nossas relações. Demonstre seu carinho, diga que ama, diga que está com saudade, faça uma surpresa virtual, mas não deixe demonstrar afeto. Aproveite a contribuição benéfica e emocional que essas relações podem nos trazer, sendo relações saudáveis e prazerosas: cuidado, cumplicidade e carinho ao coração.



Por: Dra. Andréa Ladislau
* Membro da Academia Fluminense de Letras - cadeira de numero 15 de
Ciências Sociais

* Administradora Hospitalar e Gestão em Saúde

* Pós Graduada em Psicopedagogia e Inclusão Social

* Professora na Graduação em Psicanálise

* Embaixadora e Diplomata In The World Academy of Human Sciences US
Ambassador In Niterói

* Membro do Conselho de Comissão de Ética e Acompanhamento
Profissional do Instituto Miesperanza

* Professora Associada no Instituto Universitário de Pesquisa em
Psicanálise da Universidade Católica de Sanctae Mariae do Congo.


* Professora Associada do Departamento de Psicanálise du Saint
Peter and Saint Paul Lutheran Institute au Canada, situado em souhaites.

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