45.990 dias de liberdade

Economiaenegocios Artigos 13 Maio / 2014 Terca-feira por Senador Cristovam Buarque

Ao longo desse período, dez milhões de africanos, alguns vindos da África, outros nascidos aqui, sofreram a mais brutal violência.

Em meu livro “Dez Dias de Maio de 1888”, retrato como se deu essa luta pela Lei Áurea naquele período há 126 anos.
A obra pode ser acessada gratuitamente no meu site www.cristovam.org.br.

No livro, mostro que a abolição ainda está incompleta, pois ainda convivemos com a pobreza, o analfabetismo e a desigualdade, especialmente na educação de nossas crianças e jovens.

A Lei Áurea não emancipou, assim como 20 anos depois a Bolsa Escola também não emancipa o beneficiário. Hoje, 126 anos depois, mais do que nunca precisamos de um pacto para fazer uma Segunda Abolição: um pacto que garantisse escola igual para a todos, com o filho do empregado na mesma escola do filho do patrão, acabando com a escravidão do século XXI.

Digo no meu referido livro, de 2008, que a desigualdade na educação escraviza os pobres, e a falta de qualidade na educação escraviza o país inteiro, especialmente no cenário global.

Os mais de 45 mil dias de liberdade poderiam ter sido melhores se os ex-presidentes Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva tivessem feito a revolução na educação. A presidenta Dilma Rousseff segue o mesmo rumo.

Porém, a federalização da educação básica está viva, caminhando para a Segunda Abolição.

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