Sorte em Vendas?

Economiaenegocios Artigos 22 Março / 2016 Terca-feira por Gramadosite

Em vendas, sorte é uma palavra que deve ser esquecida, pois ela é a muleta do mau vendedor. Fulano vendeu bem por que teve sorte, eu não vendi bem por que tive azar. Esse mês foi bom, esse mês foi ruim. Foi-se esse tempo. O mercado não tem mais espaço para quem acredita que exista isso em vendas, aliás, em profissão nenhuma. Costumo falar em treinamentos ou palestras América do sul afora, que um profissional de vendas, deve ser tão ou mais preparado do que qualquer profissional de qualquer área. Qualquer área. Engenheiro, advogado, médico e o que mais houver. Nada no mercado vive sem venda. Desde a simples venda de uma ideia até a venda de um sofisticado produto, precisa de alguém fazendo o item chegar até o seu destino. Esse profissional é o vendedor. Vendedor sim, já chamaram de tudo, consultor, gerente de conta, executivo de vendas, o que quiserem chamar: a profissão é vendedor.

E podem saber, os vendedores começaram a querer mudar o nome de sua própria profissão porque em algum momento da vida alguém disse: se não souberes fazer nada na vida, vai vender. E isso ficou na cabeça de alguns.

Feliz os que se deram conta que quem consegue desenvolver a técnica, a inteligência de vendas, em qualquer produto que seja, esse profissional tem mercado. Se tem crise, precisamos vender. Se tem aquecimento da economia, precisamos vender. E daí não adianta ser profissional disto ou daquilo. Nesta hora, precisamos de vendedores mesmo, de gente que tenha atitude, processo de vendas, inteligência em relacionamento, disciplina e tantas outras coisas que formam o DNA do vendedor, que diferencia o profissional de vendas dos antigos modelos de vendedores. O profissional de vendas é aquele que sabe ouvir. Que pergunta o que tem que ser perguntado. E sabe ouvir.

Quantas vezes me deparei com vendedores que perguntam, e enquanto o cliente responde, estão pensando na próxima pergunta. Pasmem: perguntam tudo de novo. O profissional de vendas ouve, entende, transforma o requerimento do cliente em negócio. Não é difícil. Assim como nenhuma outra profissão é difícil. Mas tem que se preparar. Vender não é pegar uma pastinha e sair batendo de porta em porta. Não é ficar telefonando sem critério, sem planejamento, sem inteligência. Vender é saber entender, é saber compreender, é saber buscar conhecimento. Se depois de tudo isso falarmos em sorte de novo, azar o nosso.

por Cesar Pancinha. consultor de negócios e diretor da CAPC Consultoria

O Grupo CAPC é uma holding brasileira especializada há 25 anos em gerar conhecimento e resultados satisfatórios ao mercado corporativo. Tem como princípio a Inteligência de Gestão para o desenvolvimento de metas. Implementa programas de Planejamento Estratégico, Recursos Humanos, Produtividade, Marketing e Vendas nas empresas que atende. Ainda, utiliza e aplica conhecimentos de Neuromaketing. Em 2010, ingressou no mercado internacional com atendimentos em Portugal e países do Mercosul. Entre os clientes estão TW, Copagra , Brasília Guaíba, Sicredi, Sesc, Senac. Ainda, uma diversidade de empresários e executivos foi atendida pelos programas de coaching da empresa.

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