Mais caro em julho, crédito deve crescer 6,8% até o fim do ano

Economiaenegocios Notícias 04 Setembro / 2013 Quarta-feira por Gramadosite

Dados divulgados no final de agosto pelo Banco Central mostram que a concessão de novos empréstimos e financiamentos registrou queda de 0,2% em julho, na comparação com o mês anterior, eliminados os efeitos sazonais. Já a média diária do crédito concedido às pessoas físicas cresceu 13,0% em julho, na comparação com o mesmo mês de 2012. No período, o crescimento da concessão de novos empréstimos e financiamentos foi impulsionado, principalmente, pela maior demanda por recursos no cartão de crédito (+22,2%) e no crédito consignado (+16,3%).

Mesmo com o registro de queda na comparação mensal, para a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) o crédito ao consumidor deverá crescer este ano, tomando-se como base o relatório Focus do Banco Central, as medianas das expectativas para 2013 referentes ao crescimento econômico (+2,3%) e à taxa básica de juros (9,25% ao ano em dezembro).

Nesse cenário, a entidade projeta um aumento real da concessão de recursos destinados às pessoas físicas de aproximadamente 6,8%, com a taxa média de juros ao consumidor atingindo 36,4% ao ano em dezembro. “O crédito ao consumidor já está mais caro porque a elevação dos juros básicos iniciadas em abril deste ano estão surtindo efeito agora. Por outro lado, o prazo de quitação dos empréstimos é recorde, enquanto a inadimplência em tendência de queda já se encontra no menor patamar dos últimos dois anos.

O crédito para o consumo deve, portanto, crescer de forma mais moderada”, explica Fabio Bentes, economista da Confederação. Somadas às previsões de variação do crédito para pessoas jurídicas, a relação crédito PIB deverá fechar o ano em torno de 57,6%, ou seja, 2,5 pontos percentuais a mais do que o observado ao final do ano passado.

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