Pesquisa mostra retomada gradativa das atividades pelas MPEs

Economiaenegocios Notícias 23 Junho / 2020 Terca-feira por Gramadosite

A pesquisa de Monitoramento dos Pequenos Negócios na Crise realizada semanalmente pelo Sebrae RS aponta que as micro e pequenas empresas, aos poucos, estão retomando as atividades. A constatação decorre da melhora do índice que mede o percentual de empresas que fecharam temporariamente em função da pandemia, que caiu 22 pontos percentuais em comparação ao levantamento realizado na primeira semana de abril, quando 52% das empresas haviam fechado temporariamente por conta do distanciamento social. Agora, são 30% das MPEs consultadas.

"O resultado acontece por uma série de fatores, sendo o principal deles os regimes de flexibilização de abertura dos estabelecimentos, ditados pelos decretos municipais em consonância com o decreto estadual de distanciamento controlado. A melhora do índice, reflete, também, a necessidade que os empreendedores têm de retomar o faturamento de seus negócios, haja vista que o longo período em que permaneceram inoperantes exauriu os recursos que dispunham para a sua manutenção, mesmo fechados", ressalta o diretor-superintendente do Sebrae RS, André Vanoni de Godoy.


O levantamento também mostra que 59% dos empreendedores ainda tem o capital de giro como a principal carência neste momento. Esta necessidade chegou a ser a principal dor de 64% dos empreendedores ao longo da pesquisa, evolução que igualmente sinaliza uma pequena melhora de cenário. Além disso, as principais prioridades das MPEs, concentraram-se em recursos e alternativas para a manutenção dos negócios como isenção de impostos e taxas (40%), alternativas para diversificar produtos e serviços (30%), carência para pagamento de impostos e taxas (29%), carência para pagamentos de fornecedores (23%), orientações sobre finanças (19%) e adequação de custos (16%).

Embora existam diversas modalidades de apoio financeiro aos pequenos negócios, os empreendedores seguem com dificuldade de conseguir crédito. Levando em conta todo o mês de maio, 36% das empresas consultadas tentaram algum tipo de financiamento junto a instituições financeiras. Destas, 39% disseram que estão com os pedidos em análise, 37% não conseguiram, e apenas 24% tiveram o crédito liberado. "Sem esse recurso fica difícil de as empresas operarem regularmente cumprindo com suas obrigações administrativas e de operação, garantindo a sua sobrevivência no longo prazo", analisa Godoy.

O Monitoramento dos Pequenos Negócios na Crise ouviu 1.215 empreendedores entre 03/04 a 31/05. Confira outros dados da pesquisa:


Negócios afetados negativamente

73% abril

72% maio


Negócios afetados positivamente

19% abril

18% maio


Faturamento: redução

89% abril

79% maio


Faturamento: alta

3% abril

8% maio


Perda no faturamento

60% maior do que 50%

12% de 41 a 50%

9% de 31 a 40%

9% de 21 a 30%

5% de 11 a 20%

2% de 6 a 10%

1% até 5%


Ações adotadas durante a crise

52% fecharam em razão da quarentena na primeira semana de abril

30% fecharam em razão da quarentena na última semana de maio


Necessidades

59% capital de giro

40% isenção de impostos e taxas

30% alternativas para diversificar produtos e serviços

29% carência para pagamentos de impostos e taxas

23% carência para pagamento de fornecedores

19% orientação sobre finanças

16% adequação de custos

16% garantias na operação de crédito


Financiamento

36% buscaram empréstimo

64% não buscaram empréstimo


Dos que buscaram empréstimo

24% conseguiu

39% está em análise

37% não conseguiu


Motivos por não conseguir empréstimo

31% falta de garantias ou avalistas

25% taxas de juros alta

24% empresa ou sócio com restrições cadastrais

12% não sabe

8% empresa não possui capacidade de pagamento

5% empresa possui alto endividamento

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