Sem comando?

Economiaenegocios Artigos 17 Abril / 2013 Quarta-feira por Décio Baptista Pizzato

Rapidamente o governo pelas palavras da presidente Dilma Roussef, às vésperas da reunião do Copom, garantiu que a economia do país irá 'colher as sementes' da política do governo implantada nos últimos anos. "Eu queria dizer para vocês que não há a menor hipótese de o Brasil esse ano não crescer. Eu estou otimista quanto ao Brasil".

E, que o governo não terá nenhum problema para atacar "sistematicamente" a inflação, mas que não precisará de juros tão altos como no passado para combatê-la.

A presidente acabou fazendo o duplo papel de presidente do Banco Central e de Ministro da Fazenda. O que lembra muito as falas do presidente anterior quando dava seus palpites para o Brasil e o mundo. Isso é ruim para a economia e principalmente para investidores que vêm por outro angulo, como o de interferência do governo em ações que mais lembram ser estatizantes e que o Banco central está sem autonomia.

Embora as palavras otimistas da presidente persiste o perigo de uma falta de crescimento do país e no aumento cada vez maior da tributação, podendo essa chegar ao esgotamento total.

Desde 2009 a arrecadação não tem queda real, quando o país sentiu o impacto da primeira etapa da crise financeira, após o anúncio de concordata do Lehman Brothers (em setembro de 2008). De 2002 para 2003, a arrecadação caiu 1,85% em termos reais, mas em 2004 houve crescimento de 10,6%; de 5,65% em 2005; 4,48% em 2006; 11,09% em 2007; e de 7,68% em 2008. Em 2009, a arrecadação recuou 3%, mas subiu 9,85% em 2010 e 10,1% em 2011.

Em 2011, o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 2,7% e a arrecadação cresceu 10,1%. No ano passado o crescimento do PIB foi de 0,9% e arrecadação aumentou em 6,12% sobre 2011.

A arrecadação de impostos federais atingiu em 2012, pela primeira vez na história, a marca de R$ 1,029 trilhão, registrando recorde absoluto para um ano fechado, em 2011 o governo arrecadou R$ 969,8 bilhões.
Para um crescimento da riqueza do país (PIB) de 0,9% o governo federal fez crescer a arrecadação em 6,12%. Paralelamente a Dívida Pública Federal registrou aumento de 7,59% em 2012, passando para R$ 2,008 trilhões, equivalente a mais de 1 trilhão de dólares.

Como não bastasse isso tudo a inflação começou a se mexer, em março deste ano atingiu em 12 meses a marca de 6,59%, ultrapassando o teto previsto para 2013, que é de 6,50%. A meta é de 4,5%.

Com falas eleitoreiras a impressão que se tem, que neste país só tem palpiteiros na sua cúpula. Será que existe comando na economia deste país?

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