Os Santos Guardiões da Festa da Colônia

Cultura História 16 Maio / 2013 Quinta-feira por Marília Daros

Gramado tem uma coleção de Santos no seu interior. Santos padroeiros das Capelas mas, especialmente, Santos parceiros das comunidades coloniais.
Isto vem desde a construção inicial de nossa identidade, quando estes Santos foram eleitos guardiões, focos da devoção e do respeito que eles representavam para a fé dos católicos residentes.

Assim, cada Linha adotou seu Santo guardião e nele depositou sua oração pela família, pela lavoura, pelo tempo, pela natureza. E guardou seu dia, sua mensagem, sua capacidade de tocar a cada habitante daquela localidade.
E até hoje estas festas profanas acontecem. Porque a missa é prática católica mas a festa, é profana, onde se dança, se canta, se come, se bebe, se festeja.
E isto é muito bom pois as festas profanas garantirão a fé nas localidades rurais.

Vejam como os Santos se fazem presentes no coração de seus devotos.


São Roque é exemplo de dedicação aos outros.
São José e meio pai da gente já que pai de Jesus.
São Paulo é o modelo de missionário a ser seguido.
São Gotardo é o exemplo de dedicação, perseverança.
São Luiz é o animador da oração e da fé.
São Francisco de Assis é o que zela pela natureza e ensina estes cuidados.
Santo Antônio tem a força do caminhar em frente e de vencer através do amor.
São Miguel garante a força e a vitória para as grandes lutas da vida.
São Valentim é o compartilhamento com amor.
Santa Terezinha é o cuidado feminino no dia a dia da família.
São Pedro Claver é o cuidado com as injustiças étnicas.

A devoção à Mãe de Deus, traz algumas da formas de fé, como Nossa Senhora do Caravaggio que é a representação do socorro e do consolo nas aflições.
Ainda Nossa Senhora de Lourdes, que trás o apelo para a vida em paz, no sossego da família que tem fé.
E Nossa Senhora da Pompéia representa a serenidade das ações e a gratidão pela vida.
Esta vida cristã intensa das colônias, adquirida através dos velhos povoadores e imigrantes.

Por isto, cada linha gramadense tem seu sabor de fé e de religiosidade. No centro urbano temos São Pedro padroeiro que representa a passagem segura e a força da igreja que carregamos dentro de nós mesmos.

Pois todos eles juntos garantiram o tempo bom necessário para que o grande evento comunitário se realizasse no rodeio destes dons que cada um deles representa. Quem tem a fé dentro do coração sabe do que estou falando pois a oração faz parte da vida de todo ser humano que ama a vida. E os nossos habitantes coloniais amam a vida, especialmente, se ela estiver acompanhada pelos santos de devoção.

Que todos estes nossos padroeiros coloniais tenham mesmo tido a responsabilidade que imagino eles tiveram. Assim terá sentido toda a fé que recebem de nossa comunidade. Só assim terá sentido este tempo de bons frutos e de trabalho em função do tocar a vida.

Que eles tenham sempre sua tarefa completa e que Jesus, em garantia, nos continue garantindo a vida tranquila que todos queremos para nossa Gramado.

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