Pensar não dói

Cultura Variedades 05 Julho / 2017 Quarta-feira por Juarez José Cognato

A situação política atual é preocupante. Quando os bons não se empenham, vencem os maus. Não me lembro quem disse isto, mas me ocorre toda vez que alguém diz que não tem partido, que odeia política e que todos os políticos são ladrões. Muitos querem suprimir o Congresso ou limitar sua importância como se fosse possível democracia sem ele. O Congresso representa o povo e a palavra “democracia”, oriunda do grego, significa “governo de todos para todos”.

Sem ele teríamos uma tirania que daria pitacos até na cor das cuecas e calcinhas, ditar condutas, proibir opinião, censurar a imprensa e queimar livros em praça pública como os nazistas. Portanto, devagar com o andor que o santo tem pés de barro e os oportunistas e demagogos estão aí para ocupar o poder que deve ser do povo. Uma nação se faz com livros e homens de boa vontade. Por enquanto não somos ainda uma nação. É preciso educar as gerações vindouras para que prezem a democracia. O voto é a única arma que dispomos para aperfeiçoá-la. Urge aprender a votar senão os oportunistas continuarão se elegendo. Recomecemos do zero. Façamos uma nova república, sem regalias, austera, voltada para o atendimento básico da saúde e educação.
Os grandes partidos da Itália foram varridos pelas “mãos limpas” e seus dirigentes condenados. A “Lava Jato” está fazendo sua parte, para que nenhum deles jamais volte ao poder. Muitos querem o “fora Temer”. Eu pergunto, por que não o “ fica Temer”? As possibilidades de tirá-lo são tão complicadas que, caso viesse ser derrubado, já estaríamos em 2018, em pleno ano eleitoral. “Diretas já” não está prevista na atual Constituição que diz que, em caso de vacância do cargo, a eleição será indireta. Portanto, o mais sensato é aguentar por mais 1 ano e poucos meses o Temer, evitando assim turbulências, justo agora que a economia apresenta sinais de recuperação.

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