Cumplicidade familiar

Cultura Contos 23 Junho / 2014 Segunda-feira por Cassiano Santos Cabral

Henrique havia há algum tempo se separado da esposa. O relacionamento estava ruim e desgastado, embora, todos reconhecessem que Ivone era uma excelente mãe, nora e boa dona de casa. Ela era muito amiga da sogra e dos empregados da casa, entretanto a relação com o ex estava estremecida. Problema de ciúmes. A verdade era que Henrique vivia cercado de belas mulheres, pois era um famoso fotografo. Ivone, ao contrário, sempre atarefada, sobretudo com o consultório dentário, andava mais desleixada com a aparência e depois da maternidade engordou mais de quinze quilos, não conseguindo eliminá-los. Do casamento rompido ficaram algumas magoas, de ambos os lados, mas a relação doutor-cliente foi preservada. Ivone continuava sendo a dentista de Henrique e dos ex-sogros.

As crianças, Tales e Tamiris, moravam com Ivone, mas nos finais de semana, visitavam o pai e os avôs, com quem o genitor morava numa casa grande, localizada em Ipanema, em Porto Alegre. Único filho do casal de velhos. Dona Clara adorava receber a visita dos netos, a quem nutria uma especial afeição. Coisa entre de avós e netos. As crianças eram ligadas também ao avô, seu Laércio, que as enchia de balas, para o desespero da ex-nora, dentista. O velho era um bom sujeito, calvo, surdo (e com tufos de pelos nos ouvidos) e tinha dificuldades de caminhar, tanto que se apoiava na bengala. Qualquer tentativa de comprar uma cadeira de rodas era taxativamente rechaçada. O velho ficava quase que o tempo todo entretido com palavras cruzadas, numa confortável cadeira de balanço. A esposa monitorava a casa, os empregados e até a vida do filho separado.

Depois do divórcio, o fotografo passou a levar uma vida amorosa desregrada. Ele não se barbeava todos os dias e, muitas vezes, chegava à casa de madrugada e visivelmente alcoolizado. Os bolsos do casaco dos paletós estavam sempre cheios de preservativos, mas Dona Clara fingia não perceber para não constranger o filho (ao menos ele estava se prevenindo)... Apesar dos pesares, a melhor época para todos foi durante o casamento de Henrique e Ivone. Consenso geral familiar. O casamento não deu certo, embora Ivone ainda amasse o marido, que se transformara num ‘Don Juan’.

Passados dois anos, desde a ruptura conjugal, Henrique começou a namorar Fabiana, uma modelo, no início da carreira. Uma mulher macérrima, com cabelo excessivamente escuro para uma pele tão clara, corte Chanel. Ela usava um perfume adocicado muito forte e ainda por cima tinha uma voz aguda, muito enjoativa. A modelo pedia e recebia jóias caras de Henrique, o que soava como interesse aos olhos de dona Clara. A anciã, definitivamente, não simpatizava com a moça, embora só a conhecesse por telefone.

Henrique havia esquecido que era o final-de-semana de visita dos filhos, por isso convidou Fabiana para jantar na sua casa. Um jantar especial, talvez um pedido de noivado relâmpago...

As crianças chegaram cedo e ficaram furiosas ao saber da visita da futura madrasta. Tales e Tamiris sempre torceram pela reconciliação de seus pais. A menina rezava todos os dias por um milagre. Aquele namoro não poderia dar certo, a moça era muito fútil, segundo os relatos de Henrique, concluía a velha mãe. As crianças resolveram aprontar, com o aval da avó e do avô. O velho, naquela altura da vida, fazia o que lhe mandassem, bastava deixá-lo no seu canto. A família pactuou entre si aplicar um teste para a modelo- a prova de fogo. Era uma das formas para ver se a moça amava mesmo o fotografo.

Tales pediu à cozinheira que fosse ao mercado para comprar-lhe um pote sorvete, oportunidade em que Tamiris, colocou um punhado de sal na comida preparada para o jantar. Menina travessa. O plano familiar haveria de dar certo.

Dona Clara encontrou vários porta-retratos com fotos de Henrique e Ivone, incluindo as fotografias do casamento, lua-de-mel e da gravidez da ex-nora. A velha resolveu espalhar as fotos pela casa, aproveitando-se da ausência do filho e de Maria, a ingênua cozinheira. O velho, convencido pela esposa e netos, também prometeu que ajudaria nesse complô familiar, mas preferiu não dizer palavra alguma sobre a estratégia usada. Apenas disse a família que confiassem nele e que não lhes desapontaria.

A campainha soou. Dois toques. Henrique desceu correndo as escadas da casa, sorridente e apressado, com os cabelos (úmidos) em desalinho, cheirando a loção de barbear. Ele estava tão distraído que nem sequer percebeu os porta-retratos espalhados pela casa.

A modelo estava linda, finamente trajada e portava um buquê de flores.

- Meu amor, que bom que vieste. Está linda, como sempre. Exclamava o fotografo.

O casal trocou um pequeno beijo encostando os lábios. A modelo foi introduzida pelo fotografo ao interior da casa, sendo formalmente apresentada para a família.

- Mamãe, esta é a Fabiana.

- Ah, muito prazer, querida, seja bem vinda a nossa casa.

- Muito obrigada.

Dona Clara agradeceu as flores, mas ao contrário do esperado, apenas estendeu a mão a modelo, enquanto que seu Laércio deu um caloroso abraço na moça. O velho foi fuzilado pelo olhar da esposa, já desconfiada da cumplicidade do cônjuge.

A velha começou a espirrar. Alergia a flores do campo. Parecia que o destino estava conspirando a favor do complô familiar, pois tudo estava dando certo mesmo o que não havia sido planejado...

- Lindas flores, Fabiana... Pena esta minha renite, mas muito obrigada pela atenção.

A modelo ficou desconcertada, afinal, queria agradar a mãe do namorado e não foi feliz no seu intento. Logo, resolveu se tranquilizar, afinal, a noite estava só começando... Mal sabia ela que o pior estava ainda por vir.

- Crianças, venham aqui, quero que conheçam uma pessoa muito especial para o papai.

Tales e Tamiris se aproximaram para conhecer a namorada do pai. Olhando fixamente a modelo, as crianças mediram milimetricamente a moça esguia, como quem procura encontrar algum defeito aparente. Elas não esboçaram sequer um sorriso forçado, apenas se limitaram a cumprimentar a modelo com um sofrível ‘oi’.

- Lindos os teus filhos, Henrique. Claro, com um pai tão bonito, elas não poderiam ser feias, não é?
- Todo mundo diz que sou a cara da minha mãe. Alfinetou a pequena Tamiris. Ela, com apenas nove anos de idade, já sabia como demarcar o território.

Surpreso com a atitude da filha o fotografo convidou a namorada para se sentarem no sofá da sala. Dona Clara gesticulou a pequena neta pedindo que a menina não se precipitasse.

- Fabiana, tu gosta de fotografias? Pergunta Tales.

- Claro, meu bem. Eu sou modelo e adoro fotografias e ser fotografada. O teu pai é um fotografo e tanto...

O menino corre e logo traz dois porta-retratos, um em cada uma das mãos, mostrando uma foto dos seus pais abraçados, em lua-de-mel, em Veneza e uma foto da mãe, sentada no colo do pai, grávida da irmã, com uma enorme barriga...

- Onde conseguiram estas fotos? Perguntou furioso, Henrique.

- Querido, eu estava arrumando a casa e encontrei esses porta-retratos numa gaveta e resolvi mostrá-los as crianças. Fiz mal?
- Péssima ideia, mamãe. Péssima ideia. Enfatizou o fotografo visivelmente contrariado.

Fabiana, absolutamente constrangida, pressentiu que não poderia transparecer sua insegurança, ainda mais diante de duas crianças travessas, um namorado rico e uma velha alérgica...

- Muito boas às fotos, meu anjo. Gostei muito. Disse a modelo, em tom nada convincente.

Henrique olhou inúmeras vezes o relógio e constatava:
- A Maria está atrasada com este jantar. Meu amor, bebes alguma coisa?
- Um uísque, sem gelo.

- Querido, eu vou ver se o jantar está pronto. Anunciava à anciã, na condição de dona da casa, em tom altivo. Afinal de contas, era bom que Fabiana soubesse, desde já, quem dava as cartas na casa.

Passados mais de vinte minutos, o jantar foi servido. Todos foram convidados para passarem a mesa, finamente decorada, com flores, velas e guardanapos bordados.

- Fabiana, eu adoro sopa, então de entrada vamos ter um creme de aspargos. Esclareceu dona Clara, em sinal de aparente cortesia.

- A senhora faz bem, dona Clara, sopa é muito bom para a saúde, meus pais adoram.

- Ótimo, então, meu bem.

Inexplicavelmente, a velha tira a parte superior da dentadura e coloca-a sobre a mesa. A modelo fica enojada, torce o nariz e tem um refluxo. Ela não imaginava que durante o primeiro encontro familiar conhecesse os dentes postiços da sogra.

- Olha, meu bem, aqui em casa, não temos frescuras. Se quiser pode tirar os sapatos, fique à vontade. Liberdade total. Somos velhos, mas não caretas. Eu não preciso dos dentes para tomar esse creme. Agora, veja que bela dentadura. Sabe quem fez? Minha ex- nora. Repare que perfeição de trabalho.
- Eu não duvido. O creme está ótimo. Responde a moça, não conseguindo encarar a velha, tal a repulsa pela sua atitude.

Henrique não sabia o que dizer, mudou de assunto, dirigindo-se ao pai, como se o velho pudesse socorrê-lo desta situação vexatória.

- Linda minha namorada, não é mesmo, pai?
- Sim, muito bela. Bom gosto, meu filho. Aliás, sempre teve bom gosto para as mulheres.

O velho tirou um cigarro do bolso e se pôs fumar em pleno jantar, enquanto que a fumaça entrava no nariz da moça. A modelo começou a tossir sem parar.

- Aceitas um cigarro?
-Não, seu Laércio, obrigada...

- Ah, preferes drogas mais pesadas? O velho exasperava a moça, forçando-lhe uma reação destemperada. Parte do plano.

- Claro que não. A moça responde, de forma mais ríspida.

- Magra assim, achei que fumasse para manter a forma. Agora não se prive tanto assim... Eu gosto de fumar e encher o bucho. A velha reclama quando como demais, mas quando ela come batata doce ninguém aguenta. O ar, debaixo do cobertor, fica poluído.

- Que é isso, Laércio? Eu não tenho culpa deste meu problema de gases. Que vergonha falar essas coisas na frente de estranhos. Dona Clara- com a face ruborizada- não podia ficar passiva diante daquela inesperada confissão.

- Que é isso? A verdade, ora. O velho começava a gargalhar, provocando a todos, enquanto sentiu dor em sua canela chutada pela esposa, mas aguentou firme.

- É... Mas o vô Laércio quando dorme ronca feito um porco. Confessa Tales, em tom jocoso.
- Mais respeito com seu avô, meu filho. Ordena Henrique, aos berros.

Tamires gargalhava sem parar. A velha e a moça fuzilavam o velho com os olhos, já com a canela roxa. Fogo cruzado. Aquela era a pior situação da vida da modelo, até mesmo quando seu salto quebrou durante um desfile de moda.

A empregada retirou os pratos da mesa. A seguir, trouxe belas travessas com as iguarias do jantar.

- Ah, meu amor, filé ao molho de mostarda. Maravilhoso, não acha?
- Sim, é muito bom.

Naquele instante, finalmente, a dentadura é recolocada e parece que o pior momento já passou, suspirava, aliviada, Fabiana.

Para surpresa de todos, não foi possível jantar, pois a comida era puro sal. Todos (menos as crianças) acabaram tomando vinho tinto, a fim de que aquele gosto salgado saísse da boca.

- É... Maria anda distraída, exagerou no sal. Justifica dona Clara, tentando se desculpar.

- Não dá para comer esta comida. Está um horror!!!! Um lixo!!! Reclamou Henrique, visivelmente, irritado.

- Desculpa filho, nem sei o que te dizer... Mas, vamos esperar pelo doce... Uma torta de limão que mandei fazer especialmente para esperar Fabiana.

- Doce? O problema é que tenho desfile amanhã cedo.

- Querida... Que pena! Está certa, afinal é uma modelo. A coisa mais importante na vida é cuidar do corpo. A mulher, no meu tempo, bem nova se casava, tinha filhos e se anulava profissionalmente. A gente depois que se casa, engorda, tem filhos, os seios caem, a pele envelhece, a barriga fica flácida enfim, um horror, não há beleza que resista... Nada é como antes, não acha?
- Concordo em gênero, número e grau, dona Clara. A carreira de modelo exige muito sacrifício. Engordar seria a última coisa que quero que aconteça comigo. Quero ser rica e famosa, não posso me descuidar nem por um segundo.

A velha piscou os olhos para a neta. A menina entendendo o gesto retribuiu com um sorriso. A modelo além de antipática era burra, pois caiu na armadilha preparada e ainda fez questão de enfatizar seu medíocre ponto-de-vista. Fabiana não pensava em ter filhos e constituir família. A carreira vinha em primeiro lugar. Definitivamente, não era a nora ideal, tampouco a madrasta certa para os netos.

No final do jantar, todos retornaram à sala e começaram a conversar amenidades, embora Fabiana já não tivesse mais assunto com a família, depois de uma impressão tão negativa...

- Fabiana, agora vou te apresentar mais um membro da nossa família. O velho falava em alto e bom tom para que a moça lhe desse atenção.

-Maria, por favor, traga o Bernardo. Ordenou seu Laércio a empregada.

E de repente, invadiu a sala um enorme cão pitbull, para o desespero da modelo. Ela gritou desesperadamente por socorro, sendo amparada pelo fotografo. A fera estranhou aquela figura esquálida e se pôs a latir para a convidada. O cão foi retirado do recinto, às pressas, pela empregada. Maria, coitada, apenas balançava a cabeça, em sinal de espanto. Ela estava mais perdida do que a própria convidada.
- Meu amor, nem sei o que te dizer...

A moça, extremamente rude, resolveu protestar, rompendo a classe e educação iniciais, vociferando:
- Não diga nada, Henrique. Para mim, chega!!! Dentadura na mesa, fotos da ex pela casa toda, fumaça de cigarro no nariz, crianças insuportáveis, um jantar intragável e ainda por cima um cachorro pitbull, que quase me mata. Não me procure nunca mais. Fique com essa sua família, pois para mim, chega...

- Mas, meu amor...

- Chegaaaa. Não precisa me levar para a casa. Eu pego um táxi. E nem pense em me pedir de volta àquelas jóias que me deste. Elas servem como uma indenização pela noite de hoje, é o mínimo, meu querido... Ironizou a modelo.

Fabiana saiu da casa do fotografo, furiosa. A modelo chorava convulsivamente, borrando toda a maquiagem, enquanto que crianças não contiveram as gargalhadas. Triunfo. A cozinheira preferiu não aparecer na sala, pois temia uma demissão sumária. O velho, inteligentemente, resolveu ligar a televisão, num som absurdamente alto, para ver o final do jogo, afinal de contas era velho e surdo.
- Satisfeita mamãe? Viu o que fizeram?
- Meu filho, depois dos oitenta e abaixo dos dez anos, tudo é desculpável. Ficou claro que esta moça não era para ti.

- Mamãe eu só quero ser livre. L-I-V-R-E, entendeu?
A velha, sabiamente, respondeu ao filho:
- Ora... “Liberdade é viola de prata tão pesada que nem toca,” já dizia o meu amigo e grande poeta gaúcho Joaquim Moncks .

O filho ficou desconcertado com a resposta, mas prosseguiu:
- E quanto à senhora, dona Tamiris, eu deveria dar umas boas chineladas na bunda. Isso não se faz. Que papelão! Que vergonha! Tenho certeza quem foi que salgou a comida daquele jeito e não foi a Maria. A Fabiana deve estar pensando que tenho uma família de loucos.

- Pai, não se pode mais bater em criança. Agora é lei, a professora falou. E depois... Ela não comeu a torta por que não quis, estava uma delicia. A menina debochava do pai apontando-lhe a língua.

- Onde nós estamos? Todo mundo contra mim. Eu devo ter jogado pedra na cruz.

- Aquela mulher anoréxica, só queria a tua grana, pai. Concluía Tales, no alto dos seus sete anos de idade.
- Nesta casa todos têm a resposta na ponta da língua. Eu desisto. Esbravejava o fotografo nocauteado pela família.

A velha interveio na fala do filho:
- Uma das frases do Sartre que mais gosto diz assim: viver é ficar o tempo todo se equilibrando entre escolhas e conseqüências. A escolha desta moça foi mal feita e ficou claro. Prime mais pelo conteúdo e menos pela forma, meu bem. Com o passar dos anos o que fica é a essência de cada um... Seu pai não estaria vivendo mais comigo, afinal sou uma velha enrugada e sem dentes e nem eu com ele: impotente, surdo e com lapsos de memória. Pense muito nisso.

- O que é impotente, vó? Perguntou curioso Tales.

- É quando a gente quer alguma uma coisa, mas não consegue realizá-la por algum motivo.
- Então eu sou impotente... Concluía o menino.

- Impotente? Estranhou a velha
- É... por que eu quero, mas não consigo que papai e mamãe voltem a viver juntos.

- Vocês estão me deixando louco... Gritou o fotografo, aos berros.

Henrique resolveu sair de casa para esfriar a cabeça. Ele não podia agredir nem seus pais e nem os filhos. O mais difícil era admitir que todos estavam certos, menos ele, quanto ao caráter da modelo. A moça não queria ter filhos, nem ter seios caídos, falava em fama e dinheiro e não devolveria as jóias. Sinal de mau caráter.
O tempo se passou. Henrique recebeu um convite irrecusável para ser fotografo de uma revista de eco turismo. Uma proposta tentadora. Os filhos cresceram fazendo travessuras. Ivone, em contrapartida, não conseguia se relacionar amorosamente com ninguém, pois as crianças sempre aprontavam. A dentista resolveu emagrecer perdeu mais de 20 kg, fez lipoescultura e colocou silicone nos seios. Ela virou loira e se vestia com roupas mais provocantes. Uma nova mulher, repaginada.

O casal se aproximava para alegria da família. Não tinham mais belas mulheres para fotografar, tampouco uma esposa desleixada com unhas mal feitas. As coisas mudaram. O melhor seria que os dois se unissem para educar aqueles dois ‘pestinhas’ e cuidassem dos velhos, tanto da saúde física quanto a bucal. Ivone e Henrique reataram o casamento e tiveram mais um filho.

Tales e Tamiris continuaram aprontando com os pais e com Bruno, o pequeno irmão. A modelo ficou internacionalmente conhecida. As crianças rasgavam, por precaução, todas as revistas de moda...

A família estava em paz, sem comidas intragáveis, nem dentaduras na mesa e experts em palavras cruzadas, para a alegria do velho Laércio.

Categorias:   Notícias | Artigos | Economia e Negócios | Estilo | Cultura | Esportes