Novas Esperanças e Novas Perspectivas - Ano Novo: 2017

Economiaenegocios Artigos 28 Dezembro / 2016 Quarta-feira por Padre Ari

A expectativa é abrangente, ou seja, que haja mudanças de paradigmas no que se refere à política, a economia e o bem-estar de todos.
Entretanto o foco da esperança em nenhum momento pode se reduzir aos bens materiais, ao progresso e o desenvolvimento de bens materiais, mas sim, tendo presente que tudo isso tem sentido, quando o ser humano tiver uma abertura a Transcendência que é o fim último desta busca de realização.
É notório constatar o progresso científico em todas as áreas que contribuem para o bem-estar das pessoas, embora isso seja um dos aspectos da realização e não o fim último e absoluto do humano. Entretanto: “...não podemos esquecer que a maior parte dos homens e mulheres do nosso tempo vive seu dia a dia precariamente com funestas consequências. Aumentam algumas doenças (...) o medo e o desespero apoderam-se do coração de inúmeras pessoas, mesmo nos chamados países ricos”. (Evangelii Gaudium, 52).
E segue: “...a alegria de viver frequentemente se desvanece; crescem a falta de respeito e a violência, a desigualdade social torna-se cada vez mais patente.
É preciso lutar para viver e muitas vezes viver com pouca dignidade”. Sempre e continuamente se pergunta a razão que tem conduzido à sociedade de hoje, globalizada para um nocivo “globalismo” sem critérios referenciais a valores e virtudes que edificam a estrutura da política socioeconômica. Onde se fundamenta essas distorções?

1. Pelos enormes saltos qualitativos, quantitativos, velozes e acumulados que verificam no progresso científico, nas inovações tecnológicas como na rapidez e aplicações nos diversos âmbitos da natureza e da vida.
2. Por estarmos na era do conhecimento e da informação, fonte de novas formas de um poder muitas vezes anônimo.
3. Outra causa está na relação estabelecida com o dinheiro ao aceitarmos de maneira pacífica o domínio sobre nós e nossas comunidades.
Isso nos conduz a esquecermos de maneira pacífica o domínio dele sobre nós e nossa gente, e, ainda caindo no esquecimento que na origem de tudo, há uma antropologia profunda, ou seja, a negação da primazia do ser humano e sua dignidade.
4. Com esse imaginário criamos novos ídolos, semelhante ou pior que o “bezerro de ouro” de (Ex 32,1-35).
Ora tal realidade não deixa de ser uma nova e cruel versão do fetichismo do dinheiro e ditadura de uma economia sem rosto e sem um objetivo verdadeiramente humano.
A consequência de tal visão traz no seu bojo desiquilíbrios e pior, grave carência de uma orientação antropológica que reduz o ser humano apenas a uma das suas necessidades: o consumo, aliás, o primeiro dos novos pecados capitais.

MARIA A MÃE DO SENHOR: QUE ELA NOS AJUDE NESSE INÍCIO DO NOVO ANO A ENCORAJAR-NOS A ESPERANÇA NUM MUNDO MELHOR.

A Igreja todos os anos no primeiro dia do Ano vindouro nos convida a olharmos e figura de Maria, a Mãe de Jesus.
Por isso, nesse dia a liturgia celebra a Solenidade da Mãe de Deus. “Depois de certo eclipse da devoção Mariana, provocada em parte por abusos e desvios notáveis, os cristãos voltam a interessar-se por Maria para descobrir seu verdadeiro lugar dentro da experiência cristã”. (PAGOLA, 2013).
E segue: “Não se trata de recorrer a Maria para escutar “as mensagens apocalíticas” que ameaçam com castigos terríveis um mundo submerso na impiedade e na descrença, enquanto Maria oferece proteção maternal aos que fazem penitência ou rezam determinadas orações”.
Maria é a primeira a comprovar a “verdade cristã” de toda a devoção a Ela, ou seja, Ela faz com que todo aquele que tem fé não se feche sobre si mesmo, mas se abra ao projeto de Deus e incentiva a vivermos a fé de forma adulta e responsável no seguimento fiel a Jesus Cristo. Maria foi a primeira discípula de seu Filho Jesus Cristo e modelo de vida autenticamente cristã.

“Maria é hoje para nós modelo de acolhida fiel de Deus a partir da postura de fé obediente e exemplo de atitude serviçal a seu Filho, de preocupação solidária por todos os que sofrem e mulher comprometida pelo “Reino de Deus”, pregado e impulsionado por seu Filho.
Nestes tempos de cansaço e pessimismo descrente, Maria, com sua obediência radical a Deus e sua esperança confiante, pode nos conduzir a uma vida cristã mais profunda e mais fiel a Deus.

SALVE MARIA!
A TODOS OS LEITORES DESTA COLUNA SEMANAL NO GRAMADOSITE E NO MEU BLOG DESEJO: FELIZ ANO 2017 COM AS BÊNÇÃOS DE DEUS.

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