Dia do Advogado: mulheres representam 49,79% da categoria, mas ainda são minoria em cargos de chefia

Economiaenegocios Notícias 11 Agosto / 2020 Terca-feira por Gramadosite

Historicamente dominada pelos homens, a advocacia é uma das áreas em que a diversidade de gênero cresce exponencialmente. Segundo dados da Ordem dos Advogados do Brasil(OAB), as mulheres representam 49,79% do quadro total dos profissionais do país. Nas faixas etárias de até 25 anos e entre 25 e 40 anos elas são maioria. Porém, essa proporção não se mantém nos cargos de liderança. Um levantamento em escritórios de advocacia da Women in Law Mentoring Brasil demonstrou que as mulheres representam 57% dos profissionais, porém são apenas 34,9% dos sócios de capital. Nos departamentos jurídicos das empresas a situação não é diferente, mas na Japan Tobacco International (JTI), a Diretora Jurídica Roberta Venâncio tem demonstrado o potencial dessas profissionais. Inclusive, o departamento jurídico da JTI Brasil é predominado pelo público feminino: cerca de 93% dos colaboradores da área são mulheres.

O aumento da presença feminina na advocacia começou no fim do século XX, segundo estudo da pesquisadora Patricia Bertolini. Na OAB de São Paulo, por exemplo, em 1930 existiam apenas três advogadas registradas, contra 376 advogados. Já nos anos 60 eram 1.289 mulheres, contra mais de 6 mil homens. Só em 1980 a proporção de advogadas em relação aos homens começa a crescer com 16.679 advogadas registradas, contra 25.708 advogados. Em 2010, o número de mulheres inscritas passa a ser superior ao de homens: 27.826, contra 25.903.

Se levados em conta apenas o número de profissionais até 40 anos em todo o Brasil, as mulheres já são maioria e compõem 56% do número de advogados inscritos na OAB, segundo levantamento do Jota. Essa tendência também é observada nos cursos de graduação de Direito, nos quais sete em cada dez alunos são mulheres, de acordo com o último Censo da Educação Superior desenvolvido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O único ponto no qual o predomínio feminino não é percebido é nos cargos de liderança. Segundo pesquisa do Women in Law Mentoring Brasil, realizado em 55 escritórios de advocacia com mais de 3.000 profissionais, as mulheres são 57% dos integrantes, porém são apenas 34,9% dos sócios de capital. Entretanto, em algumas empresas, como a JTI, elas vêm demonstrando todo o seu potencial quando estão no comando.

Roberta Venâncio é a Diretora do Departamento Jurídico da empresa desde o início deste ano. Atuando em um setor altamente regulado, entrou para a organização com a missão de buscar uma regulamentação equilibrada que permita a livre concorrência. “Nós acreditamos que nossa atividade tem sim que ser regulada, porém, ela não pode impedir uma atividade legal e nem prejudicar a disputa pelo mercado. Por esse motivo, vamos trabalhar para que seja encontrado um caminho no qual se possa conciliar esses dois aspectos”, destaca. Roberta possui experiência de mais de 20 anos de atuação e já trabalhou em uma outra empresa do setor.

Atualmente, um dos seus maiores desejos profissionais é deixar a marca de sua gestão na JTI. “Venho trabalhando para manter o que estava funcionando e mudar tudo que precisava de ajustes. Além disso, quero ajudar a formar as próximas lideranças da organização”, afirma.

Para ela, tanto no ambiente jurídico quanto corporativo as mulheres estão conquistando seu espaço, mas é preciso ampliar a presença delas nas diretorias das organizações. “Existem aspectos muito positivos hoje em dia. Antigamente, as mulheres precisavam, muitas vezes, mudar o seu estilo ou levantar a voz para serem ouvidas. Hoje, isso não é mais uma necessidade. Porém, sinto que ainda existe o desafio de avançar na presença feminina para além dos cargos de gerência média”, reflete.

Para que isso seja atingido, ela percebe a necessidade de as empresas estarem abertas a valorizar suas profissionais e percebê-las como potenciais líderes e gestoras, como a JTI esteve para ela. Porém, também ressalta que é necessário que as mulheres estejam preparadas para os desafios que vão enfrentar e busquem a qualificação. “Sempre procurei me capacitar e dar o melhor de mim e isso foi reconhecido”, ressalta. Por esse motivo, recomenda às mulheres que desejam construir uma carreira no mundo jurídico e corporativo que façam o seu melhor, se especializem em suas áreas de atuação, se comprometam com o trabalho e que sejam autênticas.

As organizações e escritórios de advocacia só tem a ganhar com o avanço das mulheres na advocacia. A pesquisa Women in Business and Management, realizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), demonstra, por exemplo, que empresas com iniciativas de diversidade de gênero relatam estar mais abertas à criatividade e à inovação (54,4%) e têm mais lucro e produtividade (60,2%). O estudo foi realizado em 70 países com 12.940 empresas e também evidencia que o número de mulheres ocupando cargos de gerência e diretoria tem aumentado historicamente.

Para Thiago Dotto, Diretor de Pessoas e Cultura da JTI, a organização tem trabalhado para avançar na diversidade de gênero dentro dos cargos de liderança, porém ainda há um caminho a ser percorrido. “ O foco na diversidade e na equidade de gênero é muito importante para nós da JTI. Diferentes perfis na liderança contribuem positivamente para o ambiente da companhia, trazendo abertura para ideias e opiniões inovadoras que geram resultados positivos para o negócio. Sinto orgulho em dizer que olhamos diariamente para maneiras em que possamos evoluir em um ambiente com maior equidade”, afirma.


Mais mulheres, mais lucratividade

Dados da pesquisa Women in Business and Management realizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT):

• 57,4% das empresas concordam que as iniciativas de diversidade de gênero melhoram os resultados dos negócios.

• 60,2% relataram aumento de lucros e produtividade.

• 56,8% relataram um aumento da capacidade de atrair e reter talentos.

• 54,1% relataram reputação aprimorada da empresa.

• 54,4% relataram maior criatividade, inovação e abertura.

• 36,5% relataram uma melhor capacidade de medir o interesse e a demanda dos consumidores

• A maioria das empresas relata um aumento de lucro de 10 a 15%.

Sobre a JTI

A Japan Tobacco International (JTI) é uma empresa internacional líder em tabaco e vaping, com operações em mais de 130 países. É proprietária global de Winston, segunda marca mais vendida do mundo, e de Camel fora dos EUA. Outras marcas globais incluem Mevius e LD. Também um dos principais players no mercado internacional de vaping e tabaco aquecido com as marcas Logic e Ploom. Com sede em Genebra, na Suíça, emprega mais de 45 mil pessoas e foi premiada com o Global Top Employer por cinco anos consecutivos. A JTI é membro do Japan Tobacco Group of Companies.

No Brasil, são mais de mil colaboradores em 10 Estados além do Distrito Federal. A operação contempla a produção de tabaco – por meio de 11 mil produtores integrados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná – compra, processamento e exportação de tabaco, fabricação, venda e distribuição de cigarros em 16 Estados do Brasil. As marcas comercializadas são Djarum, Winston e Camel, essa última também exportada para a Bolívia. Em 2018, 2019 e 2020, a JTI foi reconhecida como Top Employer Brasil.

Pesquisas


https://wlm.org.br/como-esta-a-diversidade-de-genero-nos-escritorios-de-advocacia-no-brasil/


https://www.migalhas.com.br/arquivos/2020/3/0892D81F63571C_estudo.pdf


www.bemquerermulher.org.br/site/mulheres-representam-64-dos-inscritos-na-oab-com-ate-25-anos/


https://movimentomulher360.com.br/publicacoes/women-in-business-and-management-the-business-case-for-change/



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